quarta-feira, 25 de maio de 2011

As feridas que provocamos...

Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito. Harold Medina


Depois de uma conversa ontem (24/05/2011) parei para refletir nas coisas que falamos sem pensar, como críticas, quantas vezes deixamos transparecer algo que não somos pela maneira equivocada de nos expressarmos? As vezes não é algo intencional, mas pela maneira que falamos deixamos transparecer, causando um desconforto enorme no receptor. Li alguns textos que me chamaram a atenção e depois de muito refletir, decidi postar este escrito por Nélio da Silva.
I magine afundar uma faca afiadíssima no peito de um amigo num momento de repentina ira. À medida que a lamina penetra o corpo, seu amigo, atônito, tenta desesperadamente encontrar um pouco de ar. A seguir, gritando sob uma excruciante dor, ele cai ao chão. Perdendo sangue, sucumbido pelo sofrimento, ele entra em choque e perde os sentidos. Essa pessoa não morre, porque vem a receber cuidados médicos adequados e em tempo propício. No entanto ele irá carregar no peito, pelo resto da vida, uma enorme e repugnante cicatriz.

É difícil imaginar um cenário como esse... A realidade, porém, é que muitos de nós fazemos isso diariamente, inclusive em pessoas que amamos. Nós usamos “facas invisíveis” que não derramam sangue. Nossa arma preferida é a CRÍTICA. Os ferimentos que provocamos são tão impiedosos como os produzidos por uma faca de verdade. Levam-se anos para conquistar a confiança de alguém e apenas segundos para distraí-la.

Quero encorajá-lo a ser mais prudente com a sua crítica, porque ela pode destruir a auto-estima de alguém e trazer sobre essa pessoa danos irreparáveis. Alguns de nós já nos tornamos críticos contumazes. Antes mesmo que sare a ferida que provocamos, de novo, e mais uma vez, e outra vez, voltamos a esfaquear no mesmo lugar. Como podemos ser tão cruéis?

A próxima vez que você sentir que está prestes a “esfaquear” alguém com suas palavras cáusticas, faça uma pausa, nem que seja por um breve momento, e na sua imaginação torne a sua faca visível. Uma vez compreendidas as feridas que você pode estar causando, estou certo de que ainda haverá chance de você interromper tão impiedoso ataque.
Para Meditação:
A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. Provérbios 18:21

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Crítica Construtiva:

    "Fulano, eu acho que você pode melhorar seu projeto revisando n coisas, como por exemplo: a, b, c, d e e. Valeu mano! De resto, eu curti seu projeto."

    OBS:. O modo em que o Ciclano falou, aumentou a autoestima de Fulano, fazendo ele ficar mais motivado em continuar o seu projeto.

    Crítica Destrutiva:

    "Fulano, crie vergonha, como você tem coragem de mostrar um projeto desses!?!? No seu lugar eu excluía esse projeto! Está muito ruim! Vai aprender a criar um projeto!"

    OBS:. O modo como Ciclano falou, acabou radicalmente com a autoestima de Fulano, criando uma grande possibilidade do autor desistir do projeto.

    O grande problema é que tem gente não sabe ouvir nem ao menos as crítica construtivas. Todas as críticas, para certas pessoas, soam como destrutivas. Por tras de uma BOA CRÍTICA existe uma pessoa que se preocupa com o criticado.

    Para Meditação:
    É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que escutar elogios de um tolo. Eclesiastes 7:5

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